Pessoas que não me conhecem e visitam meus blogs perguntam se as postagens feitas são de minha autoria.
Resposta: todas as postagens são de minha autoria e, quando publico alguma coisa que eu não criei, os autores são mencionados.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Paradoxo do Nosso Tempo

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valorize as pessoas que estão ao seu lado, sempre!!!!!

- George Carlin -

terça-feira, 5 de maio de 2009

Plantando e criando sementes

A criança menina nasce
E com ela nascem também os sonhos de uma mulher
A menina cresce
Brinca de casinha, de fazer comidinha
E com ela cresce também o sonho de ter seu lar
A menina amadurece
Começa a namorar, encontra o primeiro amor da sua vida
E com ela amadurece também o sonho de casar
A menina já não é mais uma menina
Já é uma mulher
E como mulher quer ser inteira e sentir-se completa
QUER SER MÃE

Mas, não basta ser mulher para ser mãe
Não basta desejar ser mãe
Precisa ser gente e, especialmente, carregar humanidade
Carece ser exemplo

Para ser uma mãe de verdade, é preciso gostar de lamber a cria
Quando pequeninos e ainda depois de grandinhos
É preciso gostar de trocar fraudas e carinhos

A mãe de verdade não é uma heroína
É apenas uma mulher
Quase uma mulher maravilha
Mas ainda uma criança que também precisa de colo

As mães são capazes de darem vida ao mundo
As mães são capazes de darem sequência a própria vida, deixar sementes, fazer história, deixar legados e lembranças

“Ser Mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarnar a divindade na Terra.”

sábado, 25 de abril de 2009

O Carro Estacionado

Já tem alguns dias que estou reparando em um carro que está estacionado na garagem do condomínio onde moro.
A garagem sempre vazia, com os outros carros na rua e ele lá estacionado.

Dá sinais de estar parado há algum tempo, porque acumula poeira. Seus pneus gastos também estão murchos. É um carro potente, mas quando o vejo parado ali sinto uma agonia de ver tanta potência inerte. Pensar que já carregou muito peso e não estragou, que já trouxe e levou tantas pessoas, que já serviu para tanta coisa, que já foi e voltou tantas vezes e agora fica estacionado ali...

É um carro usado, mas novo, pois sempre rodou só por lugares próximos. Seu dono nunca foi de fazer longas viagens. É também um carro muito bonito e conservado. Quando está limpinho e encerado seu brilho chama a atenção de todos os moradores. Quando ele está na rua, eu mesma já vi pessoas querendo comprá-lo.

Lembro-me de algumas vezes que ele sumia por algum tempo. Aí perguntava ao seu dono o motivo e ele dizia: está na lanternagem, porque sofreu uma pequena colisão. Realmente havia sofrido várias pequenas colisões, mas nada que até então comprometesse sua mecânica. Talvez por isso era tão conservado em sua aparência, porque sempre trocava o que estragava.

Hoje foi um dia triste. Eu estava na garagem quando seu dono apareceu por lá. Ele abriu a porta, bateu com as mãos para tirar a poeira que havia sujado sua camisa e entrou para dar a partida.
Tentou uma vez e nada. Tentou várias vezes, mas o carro não dava nem sinal de arranque. Por falta de uso, a bateria estava descarregada. Fiquei ali observando o que se passava e o dono virou-se para mim e disse: depois vejo o que faço. Se chamo um mecânico ou se coloco uma capa para cobri-lo.
Meu coração doeu muito diante daquela dúvida...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Companhias e Companheiros

Uma boa companhia nem sempre é um bom companheiro
Uma boa companhia aparece e ajuda a passar o tempo
Um bom companheiro cresce e faz parte do tempo

Companhias estão disponíveis
Companheiros são disponíveis

Ideal seria ter boas companhias que são bons companheiros
No entanto, um não exclui o outro
Apenas completa

Companhias estão passagens
Companheiros são PRESENTES

PRESENTES que não se compram e nem tem como pagar por eles, porque não tem preço
Simplesmente porque são presenças

Companhias dão uma mãozinha
Companheiros oferecem mãos e flores

sábado, 11 de abril de 2009

Ausência temporária

Não sou enfermeira, mas nos últimos dias tenho me ocupado com esta atividade, cuidando de uma pessoa muito próxima que sofreu queimaduras profundas de segundo grau. Por este motivo, estou sem tempo até para o meu próprio trabalho e menos tempo ainda para ler tudo de lindo que encontro sempre por aqui e escrever tantas coisas que tenho vontade e, especialmente, necessidade.

Mas, como tudo nesta vida, de um lado a gente aprende e ganha alguma coisa e, de outro lado, a gente perde. Minha sorte é que a proporção dos ganhos tem sido bem maior que das perdas.

Aprendi literalmente a cuidar dos ferimentos da pele e, de certa maneira, isto está me ajudando no aprendizado do cuidado dos ferimentos da alma.
É preciso ter pele morta para depois ter pele nova! Trocar de pele... Renascer!

As dores da mudança de pele são muito fortes, quase insuportáveis. Mas, com o passar do tempo, vendo os ferimentos melhorando e o corpo reagindo, renovam-se as forças.

Hoje minha sensação é de vitória. Estou conseguindo transpor limites físicos e psicológicos. A única coisa que tenho a dizer para mim mesma é: parabéns, você é foda!


Estarei de volta em breve aqui para este cantinho que tanto gosto, com mais tempo, e poderei visitar vocês.
Bom, com esta postagem, respondo aos e-mails recebidos, explicando meu sumiço virtual.

Abraço forte

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sentar-se à Janela

Era criança quando, pela primeira vez entrei em um avião. A ansiedade de voar era enorme. Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o vôo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem. Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens, chegando ao céu azul. Tudo era novidade e fantasia. Cresci, me formei, e comecei a trabalhar. No meu trabalho, desde o início, voar era uma necessidade constante. As reuniões em outras cidades e a correria me obrigavam, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia. No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião, pegar a bagagem, coisa e tal. O tempo foi passando, a correria aumentando, e já não fazia questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse. Perdi o encanto. Pensava somente em chegar e sair, me acomodar rápido e sair rápido. As poltronas do corredor agora eram exigência. Mais fáceis para sair sem ter que esperar ninguém, sempre e sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem, comigo mesmo. Por um desses maravilhosos 'acasos' do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Curitiba o mais rápido possível. O vôo estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona. Sem pensar concordei de imediato, peguei meu bilhete e fui para o embarque. Embarquei no avião, me acomodei na poltrona indicada: a janela. Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar. E, num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara. Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga. Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu. Era de um azul tão lindo como jamais tinha visto. E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer. Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela vista. Pensei comigo mesmo: será que em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela, como, por exemplo, olhar pela janela das minhas amizades, do meu casamento, do meu trabalho e convívio pessoal? Creio que aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela Janela da nossa vida. A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor: as paisagens, que são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos. Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece. Se você também está num ritmo acelerado, pedindo sempre poltronas do corredor, para embarcar e desembarcar rápido e 'ganhar tempo', pare um pouco e reflita sobre aonde você quer chegar. A aeronave da nossa existência voa célere e a duração da viagem não é anunciada pelo comandante. Não sabemos quanto tempo ainda nos resta. Por essa razão, vale a pena sentar próximo da janela para não perder nenhum detalhe.

Afinal, "a vida, a felicidade e a paz são caminhos e não destinos".

Texto: Alexandre Garcia

quarta-feira, 25 de março de 2009

Colcha de Retalhos

Fios firmes nos retalhos do trabalho
Fios suaves nos retalhos do relacionamento
Fios seguros nos retalhos da família
Fios soltos nos retalhos do lazer
Fios confiáveis nos retalhos da amizade
Fios fortes nos retalhos da saúde
Fios de seda nos retalhos da paz e da lembrança
E todos os fios misturados na colcha de retalhos da vida

Retalhos de várias cores que logo no primeiro momento se harmonizam
E as colchas ficam lindas e completas com todos eles

Na falta de um retalho, os outros retalhos que estão disponíveis acabam compensando temporariamente esta ausência, tornando ainda assim possível a costura da colcha de retalhos

Na falta de vários retalhos, é preciso parar, abrir o baú e procurar por fios de lembranças
E lá no fundo do baú, com certeza, tem um pedacinho pequeno de pano, que com criatividade e determinação poderá se tornar o retalho mais bonito

Afinal, a costura da colcha de retalhos não pode parar...

domingo, 22 de março de 2009

O Quadrado

Este espaço está muito pequeno
Apertando os sentimentos
Sufocando as ideias
E limitando os pensamentos

A fumaça do cigarro está nublando ainda mais o que já é difícil de ver
Sim, tem uma janela
Mas ela está fechada, não sei bem por qual motivo
Talvez pelo receio de chover

Mala pronta para uma nova viagem
Ainda sem destino
Ainda sem data
Mas certamente para uma melhor paisagem

Longe, bem longe do quadrado...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Vazio

O que hoje está ocupado, um dia esteve vazio e só...

Um ventre
Uma casa
Um vaso
Uma mente
Um copo
Uma cama
Uma semente...

Com a intenção de preencher os vazios, muitas vezes nos envolvemos ou mantemos relacionamentos com pessoas com as quais temos pouca afinidade ou muita comodidade, aceitamos ficar ou ir a lugares onde na verdade não gostaríamos de ficar nem de ir, andamos de lá pra cá como baratas tontas ou dormimos além da conta.

O que mais tenho sentido e ouvido as pessoas falarem é: sinto um vazio enorme dentro de mim! Que lugar mal assombrado é este que tanto nos faz repugná-lo e que por mais que a gente lute, um dia, em algum momento das nossas vidas, acabamos caindo nele? Será tão mal assombrado assim?

Agora, neste momento, tricoto palavras porque estou tentando suprir esta sensação de vazio...
E, a cada frase concluída, o vazio fica menor, porque dá lugar a sensação de CRIA-ção.

E, o que um dia esteve vazio e só, hoje, agora, neste momento, está ocupado...

Uma criança
Uma planta
Uma ideia
Uma esperança...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Eu, modo de usar

Pode invadir
Ou chegar com delicadeza
Mas não tão devagar que me faça dormir
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar
Acordo pela manhã com ótimo humor
Mas .... permita que eu escove os dentes primeiro
Toque muito em mim
Principalmente nos cabelos
E minta sobre minha nocauteante beleza
Tenho vida própria
Me faça sentir saudades
Conte algumas coisas que me façam rir
Viaje antes de me conhecer
Sofra antes de mim para reconhecer-me
Acredite nas verdades que digo
E também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro
Me deixe sozinha
Só volte quando eu chamar
E não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada
Então fique comigo quando eu chorar, combinado?
Seja mais forte que eu e menos altruísta!
Não se vista tão bem...
Gosto de camisa para fora da calça
Gosto de braços
Gosto de pernas
E muito de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, cheiros, olhos, mãos...
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos..
Seja um pouco caseiro e um pouco da vida
Não goste tanto de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.
Nem escravo meu
Nem filho meu
Nem meu pai.
Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês
Mas me faça uma louca boa
Uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...
Goste de música e de sexo
Goste de um esporte não muito banal
Não invente de querer muitos filhos
Me carregar pra a missa, apresentar sua família... isso a gente vê depois ... se calhar ...
Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora
Quero ver você nervoso, inquieto
Olhe para outras mulheres
Tenha amigos que se tornem meus amigos e digam muitas bobagens juntos.
Me conte seus segredos ...
Me faça massagem nas costas.
Não fume
Beba
Chore
Eleja algumas contravenções.
Me rapte!
Se nada disso funcionar ...
Experimente me amar!


- Martha Medeiros -

sexta-feira, 13 de março de 2009

Crianças: a troca que vira soma!

Nunca tínhamos nos visto
Mas, no primeiro encontro, era como se fôssemos velhos conhecidos
Coisas de registro
Laços de sangue e encontro de sentidos

Até em silêncio nós conversamos e nos entendemos
Trocamos mimos e carinhos
E, no final, a troca vira soma
E os sentimentos vão crescendo em ramos

A vida traz mais vida em uma criança
Anuncia a renovação
Grita a esperança
E sonha a bonança

Pode até me beliscar
Porque não é sonho
Estou acordada
E fui vacinada

Sabe o conteúdo da vacina?
Amor e Paz...

E que delícia de lambança!

(Da Tia Avó mais coruja do mundo)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Retrato da Vida?

Penso que um retrato da vida poderia ser o eletrocardiograma
Ora em picos elevados ora em baixa ora estável
Mas sempre num movimento contínuo de instabilidade

Talvez por isso que só no momento que o coração pára é que a vida fecha um ciclo
Outros órgãos podem parar e até serem retirados do nosso corpo que a vida continua
Mas sem o coração tem um fim

Pensando assim começo a não temer tanto o provisório, o temporário
Porque entendo que nada na vida é permanente
Por mais estável que pareça

Pensando assim reforço minha tendência de agir com o coração
Permitindo-me ter baixos sim
Mas ainda e por muito tempo com o coração batendo forte

domingo, 8 de março de 2009

E o vento levou

Onde foram parar meus sonhos de criança
Onde estão os castelos de areia que construí
O meu príncipe, as bonecas que eram minhas filhas
E as casinhas que montei

Tudo era ao mesmo tempo tão fantasioso e tão real
E hoje a realidade não tem fantasia, só a memória dos meus tempos de criança
Porque não dá mais tempo pra brincar
A não ser batalhar para conseguir o que não é de areia, mas que o tempo e o vento podem levar

Ando sozinha
Precisando de um colo, de um ombro, de um par
Pois não encontro minha raiz
Para eu me agarrar

Deixe-me chorar até cansar
Quem sabe assim eu descubra que parte de mim fui eu que fiz
E quanto de mim é areia e foi construída pelo vento e pelas ondas...

sexta-feira, 6 de março de 2009

Renovação

Foi uma emoção ímpar
Inenarrável
Inexplicável
E mesmo catando palavras, o máximo que eu consigo é deixá-las soltas, tal como a emoção sentida

Natureza
Afeto
Sonho
Calor
Indulgência
Memória
Esperança
Ninho
Tolerância
Origem

Resposta: o filhinho não é meu. Ainda não tenho filhos, mas já sou Tia Avó. É o meu primeiro sobrinho neto...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Engolir SAPOS

Dizem que ganhar sapinhos de brinquedo traz sorte
Eu já ganhei

Dizem que engolir sapos é um tanto indigesto
Eu já engoli. Hoje o que eu engoli devia ser fêmea e estar prenha...

A sorte não veio com os sapinhos presenteados
Mas, a indigestão...

Alguém aí tem uma dica para que esta tortura de engolir sapos se torne menos indigesta?

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O Circo da Vida

Ela nunca trabalhou em Circo
No entanto, acredito que na sua genética carrega as aptidões circenses

Quantas vezes precisa domar feras, principalmente as internas
Outras vezes faz cara de palhaço ou mesmo papel de palhaço
Também faz malabarismos e ainda anda em cordas bambas

Começou a executar acrobacias, se arriscando mais
Está ficando boa no contorcionismo, enxergando coisas de outros pontos de vista
E no quesito equilibrista, ainda deixa muita coisa cair

Sua vida é o próprio suspense do Circo
É difícil adivinhar o que vai acontecer na próxima cena
Sabe apenas que em alguns momentos ocupa o lugar da platéia e que na maior parte está no picadeiro

A única coisa que ainda não aprendeu foi a fazer mágicas...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Impressões

Pudera eu colocar meu dedo indicador para reconhecimento em biometria nos
contatos pessoais

Pois assim não haveria margem de erros das pessoas
reconhecerem que eu sou eu mesma

Quisera eu ter testemunhas oculares de tudo que faço ou penso
ou principalmente penso
Pois assim não haveriam dúvidas em relação aos meus
pensamentos
Porque o que eu penso sou eu mesma
Aahh, delicioso seria que as pessoas tivessem uma primeira
impressão de mim
E que esta impressão não precisasse ser digital
Mas ainda assim, refletisse que eu sou eu mesma
Porque eu sou tão transparente que algumas pessoas começam a
duvidar de tanta clareza...
Mas, infelizmente (ou felizmente) nem tudo são impressões
digitais
A maior parte das vezes é preciso ter Con-TATO
E as pessoas mudam
E eu mudo
E mesmo nas minhas mudanças, continuo sendo eu mesma
Esta é a única forma que posso assegurar quem sou: sendo eu mesma!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mundo ANORMAL

Que bom que o mundo voltou ao ANORMAL depois do Carnaval!!!


Estava com saudades daqui, de todos vocês...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Psiu... Silêncio!

Para quem não vai curtir as baladas do Carnaval, ou para quem vai, mas pode precisar de um tempinho para escutar...



Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade:
A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração... E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.
Vejam a semelhança...
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio... Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...
Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou.
Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.
E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia... Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.


- Fragmento do Texto Escutatória - Rubem Alves -


Bom feriado a todos vocês amigos! Eu vou ficando por aqui, no silêncio...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Os sinais

Eu não sou água mole que bate em pedra dura até que ela fure!
Durante as tentativas, procuro ficar atenta aos sinais e reavalio se devo continuar insistindo...
Os sinais estão por todo lado, mas não são visuais
São sentidos, percebidos e avisados

O corpo começa a dar sinal de cansaço
A cabeça pesa e o olhar deixa de ser para cima, em forma de sonho
Os ombros encurvam para dentro, como se quisessem avisar que é tempo de fechar
E o motivo para a ação decai

O carro enguiça no caminho
O celular acaba a bateria
E junto com a bateria do celular
Acaba também a energia

É hora de sair... É hora de mudar o sentido, não o que o corpo sente, mas o sentido da direção!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Era madrugada

Era madrugada

O barulho dos carros deu lugar a música da chuva caindo

Estava com frio e o vento assoviava pela janela e também soprava pensamentos

E com a chuva caindo, o frio e o vento, preferi ficar dentro

Dentro de mim

Sentindo meu corpo

E tentando ouvir o que ele dizia sem parar

Minha respiração estava ofegante e ao mesmo tempo calma

Com esforço controlei seu ritmo para me fazer serena

Procurei respirar a paz e expirar a dor

Naquele momento, se eu pudesse escolher, não queria estar sozinha

Mas isto eu não consegui controlar

Como não consegui controlar meu coração

Ele batia e bate, independente de eu querer ou não!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sou um Trem Água

Sou um trem
Não um trem bala, porque gosto de calma
Não um metrô, porque gosto de natureza
Sou um trem água, que não anda nos trilhos...

Ora vagão, curtindo
Ora máquina a vapor, fervendo
Gosto de alternar o comando
Porque controle todo o tempo é ruim
Então, também gosto de ser levada...

Meus caminhos não têm fim
Algumas vezes sinto-me bloqueada por pedras
Então, paro durante o tempo suficiente, faço o desvio e começo outro caminho
E a viagem continua...

Alguns se deixam serem vagões quando sou maquinista
E viajam seguros e felizes
Outros se arriscam a serem vagões quando sou maquinista
Mas viajam apreensivos e tensos
E quando sou vagão eu também me alterno, dependendo de quem é o maquinista...

O barato mesmo é a viagem!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Meme - 6 verdades e 3 mentiras

Um Meme... Recebi do Ernani.

(Aahh, não deixem de ler a postagem que eu fiz antes do meme tá bão? É novinha!!!)
Prontinho! Eu não aguento mais mentir!!!rsrs
Respostas em azul!!!!

Regrinhas:

- Fale 9 coisas aleatórias sobre você, não importando a relevância
- 6 verdades
- 3 mentiras
- Repasse para outros blogueiros (não há regra de quantos)
- Quem recebeu o Meme tem que tentar descobrir as 3 mentiras e postar junto com o Meme

Minhas 9 coisas:

1. Sou super racional - A mentira mais deslavada que já contei!!! rsrsrs
2. Adoro animais
3. Amo cuidar de plantas
4. Tenho um carro vermelho
- Meu carro não é vermelho... Já sou muito aparecida! kkk
5. Tenho 3 filhos - Infelizmente não tenho nenhum filhinho... snif
6. Não sou tímida
7. Sou muito criativa
8. Adoro dormir
9. Sou separada

Repasso para:
Pensamentos / Klictossan / Eucaliptosnajanela / Tracos de um homem /
Z
ingador / Fragmentos do viver / Exagerado / Rascunhos em Vidas

Quero tudo!

Quero ser semente e me plantar em algum lugar
Posso até criar raízes
Se neste lugar eu me aconchegar

Quero ser fruto e alimentar alguém
Saciar a fome, a sede, o desejo, o gozo
E se isto acontecer, não existirá porém e nem refém

Quero silêncio, quero grito
Também gosto de toque, de palavra dita
Mas não me venha como o favorito

Quero enlouquecer
Porque preciso fazer e sentir coisas insanas
Para curar a normalidade medíocre que desejo desobedecer

Quero tudo!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Num dia eu te conheci
Noutro eu te percebi
Mais adiante eu te senti
E, durante o caminho, eu me apaixonei

Seu caminho foi inverso
Apaixonou-se primeiro para depois conhecer

Não foi por acaso
Não foi uma trombada, uma batida de frente
Foi um esbarrão, um encontro lado a lado

Ainda que andando pelo mesmo caminho, conseguimos nos perder

Quando será que vamos nos reencontrar?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O tempo

Eu estou sem tempo...
Não, não! Minha vida não está agitada!
Mas eu estou sem tempo...

Eu estou sem tempo para esperar...
A vida é corrida!
E eu estou sem tempo para perder tempo...

O relógio que conta o meu tempo parece pequeno demais...
E os minutos estão voando!
Mas eu estou andando... E as pessoas estão andando...

Não tenho como controlar o ritmo da vida...
Mas tenho como aumentar a velocidade dos meus passos... E as pessoas também têm como aumentar a velocidade dos passos delas... Sem estresse!
Construindo bem abaixo dos nossos pés os nossos sonhos!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Incertezas

Pelo receio do não, quantas vezes deixamos de ouvir o sim?

Pelo receio do sim, quantas vezes ficamos no talvez?

E o que acaba nos acompanhando é o quase...

E o quase é surdo, mudo, cego, é fechado e paralisa.

Que venham o não e o sim, acompanhados de sinais, caminhos, rumos e direções.


Chega de incerteza!

Da varanda do meu quarto eu vejo...

Sozinha

Macho e fêmea

Atrai com a beleza de suas pétalas o necessário para poder deixar de ser só

Passa a formar novos brotinhos que serão sua família

Completa

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Liberdade

Você já experimentou esta sensação? A sensação – na verdade é mais do que isso; é um sentimento – de estar livre, solto, desamarrado, desatado de nós, que no decorrer da vida, vamos nos amarrando? Você sabe o que é ser livre?

Quando se fala em Liberdade, nada mais se torna difícil. As idéias fluem tão naturalmente como os rios se dirigem para o mar. Quando se fala em Liberdade, os julgamentos estão ausentes, os árbitros da vida estão de licença, dando-nos a oportunidade de sermos, com total transparência da nossa essência.

A Liberdade nos remete a uma condição única de SER!

Será que Liberdade combina com Realidade?

Isto porque, a vida nos apresenta muitas vezes situações onde deixamos a nossa Liberdade de lado para nos enquadrar à solicitação do ambiente. Um exemplo disso são as formalidades criadas socialmente – no trabalho, em festas, em lugares públicos - chamadas de requinte e educação. Nestas ocasiões deixamos nossa simplicidade e nossas vontades e vestimos, literalmente, a parafernália necessária para nos apresentar – ternos, vestidos finos, saltos, jóias – isso tudo para significar ser alguém, para impor respeito.

Mas, e a vontade de gozar do momento, onde fica? Será falta de educação gozar em público? Será falta de educação sermos nós mesmos, com limitações, vontades e desejos? Será que as pessoas deixarão de nos considerar por isso? Porque será que pessoas dão tanta importância a esta parafernália e esquecem da Liberdade?

É na Liberdade que se cria.

Existe uma história que ouvi há algum tempo, mas não me recordo do autor. “Era uma vez um menino que estava em período escolar. Estava sendo alfabetizado. Tinha seus cinco a seis anos. Na aula de educação artística, a professora pediu que os alunos desenhassem uma árvore. Mais do que depressa, esse menino pegou seus lápis de cor e começou a desenhar. A professora imediatamente pediu que ele parasse, pois ela iria desenhar uma árvore no quadro, que serviria de modelo. O menino, apesar de decepcionado, obedeceu à ordem. O desenho da professora era comum – uma árvore com tronco marrom e grande copa verde. Após seu modelo, todas as crianças, inclusive o menino, fizeram seus desenhos. Todos iguais!”. Passado algum tempo, este menino mudou de escola. Chegou a hora da aula de educação artística, não tão esperada como nos bons tempos... A professora pediu que os alunos fizessem um desenho. Todos começaram, menos o menino. Estava esperando o modelo. Mas, a professora disse que seria um desenho livre; ele poderia desenhar o que quisesse. Sabe o que o menino desenhou? Uma árvore de tronco marrom e uma grande copa verde!”

É na diversidade que se encontram as possibilidades de crescimento!

Seja diferente, faça algo diferente para a humanidade e para você mesmo e, mesmo sem esperar, receberá a contribuição da natureza.

Seja livre para sentir, seja livre para VIVER!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Eu sou...

Eu sou Lua quando quero sonhar
Eu sou Fogo quando quero amar
Eu sou Água quando quero fluir
Eu sou Terra quando quero fazer

Eu sou Sol quando quero aquecer
Eu sou Primavera quando quero colorir
Eu sou Noite quando quero lembrar
Eu sou Inverno quando quero ficar só

Eu sou um movimento constante, às vezes rápido outras vezes lento
Eu sou uma cor, às vezes clara outras vezes escura

Eu já fui uma e hoje sou outra
Eu estou eu!