E não adianta querer acreditar nisto
Somos como este copo
Parte ocupado por nós mesmos
Mas a outra parte vazia
À espera de um outro alguém
E assim, nos tornaremos completos
Vem ocupar seu espaço... Vem...
Este blog é resultado do meu amor e prazer em escrever sobre o que vivo, o que não vivi e o que ainda desejo viver, o que gosto e não gosto, o que compartilho, ou ainda o que vejo apenas como espectadora. Escrever me faz bem e, quando o faço, acabo por organizar meus próprios pensamentos, catando uma palavra aqui e outra acolá.
SUA PRESENÇA AQUI É MUITO IMPORTANTE! OBRIGADA POR VIR E, JUNTOS, CATAREMOS MUITAS PALAVRAS...
"Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que o homem que eu amo seja pra sempre amado
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também."
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Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valorize as pessoas que estão ao seu lado, sempre!!!!!
- George Carlin -
Postado por Luciana Horta 20 ajudaram a juntar palavras
A criança menina nascePostado por Luciana Horta 6 ajudaram a juntar palavras
Uma boa companhia nem sempre é um bom companheiroPostado por Luciana Horta 7 ajudaram a juntar palavras
Postado por Luciana Horta 10 ajudaram a juntar palavras
Era criança quando, pela primeira vez entrei em um avião. A ansiedade de voar era enorme. Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o vôo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem. Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens, chegando ao céu azul. Tudo era novidade e fantasia. Cresci, me formei, e comecei a trabalhar. No meu trabalho, desde o início, voar era uma necessidade constante. As reuniões em outras cidades e a correria me obrigavam, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia. No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião, pegar a bagagem, coisa e tal. O tempo foi passando, a correria aumentando, e já não fazia questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse. Perdi o encanto. Pensava somente em chegar e sair, me acomodar rápido e sair rápido. As poltronas do corredor agora eram exigência. Mais fáceis para sair sem ter que esperar ninguém, sempre e sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem, comigo mesmo. Por um desses maravilhosos 'acasos' do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Curitiba o mais rápido possível. O vôo estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona. Sem pensar concordei de imediato, peguei meu bilhete e fui para o embarque. Embarquei no avião, me acomodei na poltrona indicada: a janela. Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar. E, num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara. Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga. Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu. Era de um azul tão lindo como jamais tinha visto. E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer. Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela vista. Pensei comigo mesmo: será que em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela, como, por exemplo, olhar pela janela das minhas amizades, do meu casamento, do meu trabalho e convívio pessoal? Creio que aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela Janela da nossa vida. A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor: as paisagens, que são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos. Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece. Se você também está num ritmo acelerado, pedindo sempre poltronas do corredor, para embarcar e desembarcar rápido e 'ganhar tempo', pare um pouco e reflita sobre aonde você quer chegar. A aeronave da nossa existência voa célere e a duração da viagem não é anunciada pelo comandante. Não sabemos quanto tempo ainda nos resta. Por essa razão, vale a pena sentar próximo da janela para não perder nenhum detalhe.
Afinal, "a vida, a felicidade e a paz são caminhos e não destinos".
Postado por Luciana Horta 9 ajudaram a juntar palavras
Este espaço está muito pequenoPostado por Luciana Horta 10 ajudaram a juntar palavras
O que hoje está ocupado, um dia esteve vazio e só...
Um ventre
Uma casa
Um vaso
Uma mente
Um copo
Uma cama
Uma semente...
Com a intenção de preencher os vazios, muitas vezes nos envolvemos ou mantemos relacionamentos com pessoas com as quais temos pouca afinidade ou muita comodidade, aceitamos ficar ou ir a lugares onde na verdade não gostaríamos de ficar nem de ir, andamos de lá pra cá como baratas tontas ou dormimos além da conta.
O que mais tenho sentido e ouvido as pessoas falarem é: sinto um vazio enorme dentro de mim! Que lugar mal assombrado é este que tanto nos faz repugná-lo e que por mais que a gente lute, um dia, em algum momento das nossas vidas, acabamos caindo nele? Será tão mal assombrado assim?
Agora, neste momento, tricoto palavras porque estou tentando suprir esta sensação de vazio...
E, a cada frase concluída, o vazio fica menor, porque dá lugar a sensação de CRIA-ção.
E, o que um dia esteve vazio e só, hoje, agora, neste momento, está ocupado...
Uma criança
Uma planta
Uma ideia
Uma esperança...
Postado por Luciana Horta 10 ajudaram a juntar palavras
Pode invadir
Ou chegar com delicadeza
Mas não tão devagar que me faça dormir
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar
Acordo pela manhã com ótimo humor
Mas .... permita que eu escove os dentes primeiro
Toque muito em mim
Principalmente nos cabelos
E minta sobre minha nocauteante beleza
Tenho vida própria
Me faça sentir saudades
Conte algumas coisas que me façam rir
Viaje antes de me conhecer
Sofra antes de mim para reconhecer-me
Acredite nas verdades que digo
E também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro
Me deixe sozinha
Só volte quando eu chamar
E não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada
Então fique comigo quando eu chorar, combinado?
Seja mais forte que eu e menos altruísta!
Não se vista tão bem...
Gosto de camisa para fora da calça
Gosto de braços
Gosto de pernas
E muito de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, cheiros, olhos, mãos...
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos..
Seja um pouco caseiro e um pouco da vida
Não goste tanto de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.
Nem escravo meu
Nem filho meu
Nem meu pai.
Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês
Mas me faça uma louca boa
Uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...
Goste de música e de sexo
Goste de um esporte não muito banal
Não invente de querer muitos filhos
Me carregar pra a missa, apresentar sua família... isso a gente vê depois ... se calhar ...
Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora
Quero ver você nervoso, inquieto
Olhe para outras mulheres
Tenha amigos que se tornem meus amigos e digam muitas bobagens juntos.
Me conte seus segredos ...
Me faça massagem nas costas.
Não fume
Beba
Chore
Eleja algumas contravenções.
Me rapte!
Se nada disso funcionar ...
Experimente me amar!
Postado por Luciana Horta 6 ajudaram a juntar palavras
Postado por Luciana Horta 11 ajudaram a juntar palavras
Penso que um retrato da vida poderia ser o eletrocardiograma
Ora em picos elevados ora em baixa ora estável
Mas sempre num movimento contínuo de instabilidade
Talvez por isso que só no momento que o coração pára é que a vida fecha um ciclo
Outros órgãos podem parar e até serem retirados do nosso corpo que a vida continua
Mas sem o coração tem um fim
Pensando assim começo a não temer tanto o provisório, o temporário
Porque entendo que nada na vida é permanente
Por mais estável que pareça
Pensando assim reforço minha tendência de agir com o coração
Permitindo-me ter baixos sim
Mas ainda e por muito tempo com o coração batendo forte
Postado por Luciana Horta 5 ajudaram a juntar palavras
Onde foram parar meus sonhos de criança
Onde estão os castelos de areia que construí
O meu príncipe, as bonecas que eram minhas filhas
E as casinhas que montei
Tudo era ao mesmo tempo tão fantasioso e tão real
E hoje a realidade não tem fantasia, só a memória dos meus tempos de criança
Porque não dá mais tempo pra brincar
A não ser batalhar para conseguir o que não é de areia, mas que o tempo e o vento podem levar
Ando sozinha
Precisando de um colo, de um ombro, de um par
Pois não encontro minha raiz
Para eu me agarrar
Deixe-me chorar até cansar
Quem sabe assim eu descubra que parte de mim fui eu que fiz
E quanto de mim é areia e foi construída pelo vento e pelas ondas...
Postado por Luciana Horta 12 ajudaram a juntar palavras
Foi uma emoção ímpar
Inenarrável
Inexplicável
E mesmo catando palavras, o máximo que eu consigo é deixá-las soltas, tal como a emoção sentida
Natureza
Afeto
Sonho
Calor
Indulgência
Memória
Esperança
Ninho
Tolerância
Origem
Postado por Luciana Horta 11 ajudaram a juntar palavras
Dizem que ganhar sapinhos de brinquedo traz sorte
Eu já ganhei
Dizem que engolir sapos é um tanto indigesto
Eu já engoli. Hoje o que eu engoli devia ser fêmea e estar prenha...
A sorte não veio com os sapinhos presenteados
Mas, a indigestão...
Alguém aí tem uma dica para que esta tortura de engolir sapos se torne menos indigesta?
Postado por Luciana Horta 8 ajudaram a juntar palavras
Postado por Luciana Horta 1 ajudaram a juntar palavras
Para quem não vai curtir as baladas do Carnaval, ou para quem vai, mas pode precisar de um tempinho para escutar...
Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade:
A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração... E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.
Vejam a semelhança...
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio... Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...
Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou.
Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.
E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia... Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
- Fragmento do Texto Escutatória - Rubem Alves -
Bom feriado a todos vocês amigos! Eu vou ficando por aqui, no silêncio...
Postado por Luciana Horta 11 ajudaram a juntar palavras
Eu não sou água mole que bate em pedra dura até que ela fure!Postado por Luciana Horta 19 ajudaram a juntar palavras
Era madrugada
O barulho dos carros deu lugar a música da chuva caindo
Estava com frio e o vento assoviava pela janela e também soprava pensamentos
E com a chuva caindo, o frio e o vento, preferi ficar dentro
Dentro de mim
Sentindo meu corpo
E tentando ouvir o que ele dizia sem parar
Minha respiração estava ofegante e ao mesmo tempo calma
Com esforço controlei seu ritmo para me fazer serena
Procurei respirar a paz e expirar a dor
Naquele momento, se eu pudesse escolher, não queria estar sozinha
Mas isto eu não consegui controlar
Como não consegui controlar meu coração
Ele batia e bate, independente de eu querer ou não!
Postado por Luciana Horta 15 ajudaram a juntar palavras
Num dia eu te conheciPostado por Luciana Horta 13 ajudaram a juntar palavras
Eu estou sem tempo...
Não, não! Minha vida não está agitada!
Mas eu estou sem tempo...
Eu estou sem tempo para esperar...
A vida é corrida!
E eu estou sem tempo para perder tempo...
O relógio que conta o meu tempo parece pequeno demais...
E os minutos estão voando!
Mas eu estou andando... E as pessoas estão andando...
Não tenho como controlar o ritmo da vida...
Mas tenho como aumentar a velocidade dos meus passos... E as pessoas também têm como aumentar a velocidade dos passos delas... Sem estresse!
Construindo bem abaixo dos nossos pés os nossos sonhos!
Postado por Luciana Horta 9 ajudaram a juntar palavras
Pelo receio do não, quantas vezes deixamos de ouvir o sim?
Pelo receio do sim, quantas vezes ficamos no talvez?
E o que acaba nos acompanhando é o quase...
E o quase é surdo, mudo, cego, é fechado e paralisa.
Que venham o não e o sim, acompanhados de sinais, caminhos, rumos e direções.
Chega de incerteza!
Postado por Luciana Horta 6 ajudaram a juntar palavras
Postado por Luciana Horta 5 ajudaram a juntar palavras
Você já experimentou esta sensação? A sensação – na verdade é mais do que isso; é um sentimento – de estar livre, solto, desamarrado, desatado de nós, que no decorrer da vida, vamos nos amarrando? Você sabe o que é ser livre?
Quando se fala em Liberdade, nada mais se torna difícil. As idéias fluem tão naturalmente como os rios se dirigem para o mar. Quando se fala em Liberdade, os julgamentos estão ausentes, os árbitros da vida estão de licença, dando-nos a oportunidade de sermos, com total transparência da nossa essência.
A Liberdade nos remete a uma condição única de SER!
Será que Liberdade combina com Realidade?
Isto porque, a vida nos apresenta muitas vezes situações onde deixamos a nossa Liberdade de lado para nos enquadrar à solicitação do ambiente. Um exemplo disso são as formalidades criadas socialmente – no trabalho, em festas, em lugares públicos - chamadas de requinte e educação. Nestas ocasiões deixamos nossa simplicidade e nossas vontades e vestimos, literalmente, a parafernália necessária para nos apresentar – ternos, vestidos finos, saltos, jóias – isso tudo para significar ser alguém, para impor respeito.
Mas, e a vontade de gozar do momento, onde fica? Será falta de educação gozar em público? Será falta de educação sermos nós mesmos, com limitações, vontades e desejos? Será que as pessoas deixarão de nos considerar por isso? Porque será que pessoas dão tanta importância a esta parafernália e esquecem da Liberdade?
É na Liberdade que se cria.
Existe uma história que ouvi há algum tempo, mas não me recordo do autor. “Era uma vez um menino que estava em período escolar. Estava sendo alfabetizado. Tinha seus cinco a seis anos. Na aula de educação artística, a professora pediu que os alunos desenhassem uma árvore. Mais do que depressa, esse menino pegou seus lápis de cor e começou a desenhar. A professora imediatamente pediu que ele parasse, pois ela iria desenhar uma árvore no quadro, que serviria de modelo. O menino, apesar de decepcionado, obedeceu à ordem. O desenho da professora era comum – uma árvore com tronco marrom e grande copa verde. Após seu modelo, todas as crianças, inclusive o menino, fizeram seus desenhos. Todos iguais!”. Passado algum tempo, este menino mudou de escola. Chegou a hora da aula de educação artística, não tão esperada como nos bons tempos... A professora pediu que os alunos fizessem um desenho. Todos começaram, menos o menino. Estava esperando o modelo. Mas, a professora disse que seria um desenho livre; ele poderia desenhar o que quisesse. Sabe o que o menino desenhou? Uma árvore de tronco marrom e uma grande copa verde!”
É na diversidade que se encontram as possibilidades de crescimento!
Seja diferente, faça algo diferente para a humanidade e para você mesmo e, mesmo sem esperar, receberá a contribuição da natureza.
Seja livre para sentir, seja livre para VIVER!
Postado por Luciana Horta 12 ajudaram a juntar palavras
Eu sou Lua quando quero sonhar
Eu sou Fogo quando quero amar
Eu sou Água quando quero fluir
Eu sou Terra quando quero fazer
Eu sou Sol quando quero aquecer
Eu sou Primavera quando quero colorir
Eu sou Noite quando quero lembrar
Eu sou Inverno quando quero ficar só
Eu sou um movimento constante, às vezes rápido outras vezes lento
Eu sou uma cor, às vezes clara outras vezes escura
Eu já fui uma e hoje sou outra
Eu estou eu!
Postado por Luciana Horta 5 ajudaram a juntar palavras
Você já deve ter ouvido falar muitas vezes em pessoas, especialmente aquelas que vivem em países com clima muito frio, que têm casacos de pele, não é mesmo?
E você sabe do que se trata? Aposto que sua resposta será a seguinte: Casacos de pele são aqueles feitos com peles de animais nobres para agasalhar os bem afortunados nas épocas de inverno.
Mas o casaco de pele a que me refiro é bem diferente do que você já ouviu falar...
Trata-se de um Casaco de Pele de Gente, de pessoas nobres (Mãe, Pai, Irmãos, Marido, Esposa, Amigos, Professores) que passam por nossas vidas, a fim de nos agasalhar, de nos proteger e, às vezes, inconscientemente, de nos tornar dependentes. E como sentimos frio nas épocas de inverno e muitas vezes também nas épocas de calor intenso, principalmente enquanto crianças, rapidamente aceitamos a oferta.
Vamos vestindo os casacos... Eles não têm variedade de cores, de texturas, ou de comprimentos. São sempre feitos sob medida para nossas necessidades. São chamados de casacos de pele de gente porque quando os vestimos eles passam a fazer parte do nosso SER. Confundem-se com a nossa própria pele, se misturam e penetram nos nossos poros a ponto de não sabermos mais o que é nossa pele e o que é a pele deles. São, na verdade, uma segunda pele.
E é aí que está o problema *.
Como disse, mesmo nos dias de calor intenso continuamos vestindo estes casacos e perdemos a capacidade de sentir frio ou calor, tamanha a proteção que eles nos oferecem. Às vezes, protegem tanto que chegam a apertar, a dar uma sensação de prisão. Outras vezes parece ser uma proteção conveniente, já que não precisamos nos preocupar mais com a temperatura... Mas também deixamos de sentir a temperatura...
Quando crianças, sentir a temperatura do ambiente não é o mais importante. Aliás, isso passa desapercebido pelos pequeninos. O que importa de verdade é estar agasalhado. Mas, na medida que vamos crescendo, vamos sentindo a necessidade de sentir na nossa própria pele o que vivenciamos, estando frio ou calor.
Neste exato momento estou separando o que é minha pele e o que é pele de gente que passou pela minha vida, pois preciso sentir, preciso saborear a vida, tanto os doces quanto os amargos que Ela tem para oferecer... Preciso perceber, de uma forma geral, a diversidade de sabores e não, apenas e somente, os sabores pré - filtrados a mim oferecidos. Sinto-me como uma criança – adulta diante de um balcão de balas ou em um grande e variado shopping center!
A única solução que encontro é sentir com a minha própria pele. Sentir momentos de frio, afinal estes fazem parte da natureza e, especialmente, sentir momentos de calor. De CALOR HUMANO! Certamente não está sendo uma tarefa fácil, entendendo que vesti durante muitos anos casacos de pele que não era a minha, mas sim de gente nobre na minha vida!
Tem uma frase que diz o seguinte quando não desejamos que algo aconteça para alguém que queremos bem: Não queria estar na sua pele quando encontrar seu chefe ou quando pegar o resultado de tal exame, ou ainda quando pegar o boletim na escola, etc, etc, etc...
Tem uma outra frase que diz o seguinte quando sentimos algo forte por alguém: Meu sentimento com relação a fulano é coisa de pele...
Refleti um pouco sobre estas frases e sabe o que concluí: PELE É CONTATO, PELE É SENTIMENTO, PELE É TROCA, PELE É AFETO!
É através da pele, que por sinal é o nosso maior órgão, que trocamos sentimentos com o mundo, com as emoções que nos circundam, com as pessoas que convivemos... Exalamos cheiros, transpiramos - sentimos calor, ansiedade, nervosismo, arrepios! Medo, tesão, "choque"...
Mas precisamos sentir na nossa própria pele!
Algumas vezes vale recorrer aos velhos casacos de pele de gente que vestimos durante anos, pois foram casacos que serviram de proteção e ainda têm valia em tempos frios. Mas só em tempos frios, e quando assim o decidirmos, voluntária e conscientemente!
* Entende-se por problema toda e qualquer situação que tem solução, pois o que não tem solução não é problema.
Postado por Luciana Horta 4 ajudaram a juntar palavras
Amarelinha, argila, avião, sem AGRESSÃOPostado por Luciana Horta 3 ajudaram a juntar palavras
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
Osvaldo Montenegro
Postado por Luciana Horta 6 ajudaram a juntar palavras
Sonho acordada e dou asas à imaginação, viajo pra longe, mesmo sem tirar meus pés do chão.
Sonho dormindo e, neste caso, minha alma parece me acompanhar.
Algumas vezes me lembro dos sonhos que tive durante o sono, logo quando acordo. Tudo reaparece de uma maneira tão nítida, que sou capaz de relatar os mínimos detalhes. As cenas ora são refeitas a partir do que vivi, ora são construídas a partir dos meus desejos.
Hoje me encontro ainda em transe, por ter vivido ontem uma cena que foi construída nos meus sonhos. De tão desejada e esperada, tenho a sensação que a cena continua sonho e não realidade! Doido isso né? Acho que preciso de um beliscão!
Ao mesmo tempo é como se a cena vivida ontem se tornasse uma bolinha de sabão hoje: vejo-a, mas tenho receio de tocá-la e acabar por estourá-la e ela voltar a ser sonho... Aí não faço nada em direção a bolinha de sabão, fico sem ação, inerte: passo a ocupar o lugar de expectadora e não de protagonista.
Mas como continuar apenas olhando a bolinha de sabão? Não, não. Preciso tocá-la, mesmo que ela estoure!
Senão, acabo sonhando muito e dormindo no ponto...
Postado por Luciana Horta 2 ajudaram a juntar palavras
Postado por Luciana Horta 4 ajudaram a juntar palavras
Não tenho como fugir! Por onde eu ando, ela está presente. Por onde você anda, sua sombra está presente.
Muitas vezes a minha sombra me agrada, pois vejo o desenho de uma companheira, amiga e, se eu não fico esperta, ela anda na minha frente, de tanto que ela deseja ir adiante, rumo ao infinito! Com sol ou com chuva, de dia ou de noite, ela está lá me convidando para seguir viagem. Uma viagem que não tem tempo de duração definido, não tem destino certo, não se sabe quem continuará a viagem ou se alguém mais vai se aproximar. A única coisa que se tem – mas é preciso atenção, são sinais de para onde seguir.
Outras vezes a sombra me irrita, não quero que ela me acompanhe, pois me atrapalha, me impede, me limita! Aí eu penso: esta não é a minha sombra!
Neste caso, os papéis se invertem. Eu estou o desenho, eu sou a sombra de uma as-sombra-ção. E eu fico uma sombra pequenininha...
Só que eu descobri que esta as-sombra-ção é mais medrosa do que o medo que transmite. Aí, eu grito e ela corre!
Mas a as-sombra-ção é tinhosa. Teima em voltar.
Aí eu já não grito mais... Eu é que corro, porque não quero estar e nem ser sombra. E ela não me pega mais, porque aprendi a ser mais rápida que ela.
Agora, depois de aprender a lidar com a as-sombra-ção, fico muito feliz em ver minha legítima sombra.
Postado por Luciana Horta 6 ajudaram a juntar palavras